sexta-feira, 21 de agosto de 2009

interlocução

Há diferença entre “querer falar” e “querer ser entendido”.

E essa diferença é presente em vários “diálogos” (com áspas, porque em grande parte são monólogos paralelos): pais e filhos, entre amigos, professor e aluno, patrão e funcionário, casais (namorados, casados), revoltados e revoltosos e por ai vai…

O fato de simplesmente “vomitar” palavras em cima de alguém sem pensar no “como falar” dificilmente resolverá alguma coisa ou trará algum aprendizado, pois cada um recebe informações de uma maneira diferente devido a existencia das barreiras emocionais e das distâncias culturais, etárias, etc… que devem ser levadas em conta se você realmente quer se fazer entender.

O “querer falar” é o mais simples de ser feito – por isso, é o que acontece com mais frequência até mesmo sem percebermos - e o menos eficiente, um ato egoísta que não visa modificar / melhorar a situação de forma alguma. Aqui o interlocutor só quer se livrar de algo que o está incomodando ou está tentando cumprir um papel (mal cumprido, normalmente).

Já o “querer ser entendido” requer tempo e dedicação - e mesmo assim pode ser tão ineficiente quanto o primeiro, pra realmente acontecer pode-se precisar de várias tentativas além do planejamento - sendo um ato não só altruísta, mas visando um bem coletivo. Nesse caso o interlocutor quer realmente fazer alguma diferença no que está em questão.

Existem jeitos e jeitos de se falar alguma coisa. Se o que está sendo utilizado não causa um efeito positivo, talvez seja legal repensar a forma de fazer a interlocução. Em casa, na escola, no trabalho…

… isso tudo me fez refletir um pouco… esse texto é um “querer falar” ou um “querer ser entendido”?

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